Chefs debatem regulamentacao da profissao em evento em Curitiba

O site Gazeta do Povo trouze interessante matéria com o chef Laurent Suaudeau, que participou da Feira Mundo Gastronômico Curitiba, e falou sobre a recém-criada Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil. A luta dos chefs é pela regulamentação da profissão no País.

 

Com o objetivo principal de pressionar o governo para regulamentar a profissão de cozinheiro, a criação da Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil (APC) é uma das grandes apostas para fazer o setor, que faturou R$ 215 bilhões em 2011, crescer ainda mais.

 

A entidade, que acaba de ser criada, tem o envolvimento de vários chefs renomados, como Laurent Suaudeau, que é um dos fundadores e conversou com a Gazeta do Povo a respeito do movimento.

 

Para ele, que tem uma das escolas de gastronomia mais conceituadas do país (Escola da Arte Culinária Laurent), a nova entidade foi uma transição natural da antiga Associação Brasileira da Alta Gastronomia (Abaga), que só aceitava chefs de cozinha com pelo menos 10 anos de experiência.

 

Um projeto de lei de 2005, que regulamenta a profissão de cozinheiro, só agora começou a caminhar e chegou ao Senado.

 

No Paraná, as primeiras mobilizações para criar uma regional da Associação já começaram, encabeçadas pelo chef e restaurateur François Fournier, dono da boulangerie Delices de France, com os chefs Celso Freire, do Zea Maïs, e Délio Canabrava, da Cantina do Délio, Canabenta e Bela Banoffi.

 

Suaudeau abriu as palestras na Feira Mundo Gastronômico na quinta-feira, realizada no ExpoRenaultBarigui. O evento, uma parceria entre a EFEX, empresa do Grupo Positivo, e a Gazeta do Povo.

 

Quando a APC começou a funcionar efetivamente?
Na verdade é uma transição. É principalmente uma redefinição dos trabalhos que deverão ser feitos nessa nova associação. Uma postura mais democrática para realmente agregar mais pessoas ligadas ao setor. A Abaga era uma entidade que não representava a classe. Era um trampolim para poucas pessoas fazerem negócios.

 

Quais os principais papéis da nova Associação?
Regulamentar a profissão é a nossa principal bandeira. Com a força dela é possível mostrar o quanto isso pode ser benéfico para desenvolver uma cultura de gastronomia no país, desde o ensino básico até vida profissional. O segundo objetivo é valorizar os produtores locais.

 

Muitos empresários reclamam da falta de mão de obra. A APC poderia ajudar neste processo?
Não só na educação mas em todos os setores, as decisões são tomadas de cima para baixo. Nas escolas falta muita prática e o profissional sai com uma formação deficiente. Está na cara que este setor de alimentos vai crescer muito mais do que as indústrias de carro. E nós teremos força e visibilidade para defender a classe.

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